TRILHA DE DESCOBERTA  a realizar no próximo dia 26 de Fevereiro (Domingo)








ALMARAZ - notícia do JN em 28 de Janeiro de 1990...
A notícia / reportagem do JN é de há 27 anos...Entretanto em que é que
a situação se alterou (para pior) ?
 Leiam o artigo na página TEXTOS do Blog
Com as saudações antinuclearistas da TERRA VIVA! A.E.S.




                 COM TRUMP E ALMARAZ - TRINTA ANOS PARA TRÁS…

Há primeira vista que tem a ver o caporal Trump com Almaraz, perto da fronteira portuguesa, com a sua central nuclear obsoleta e o plano de construção de um centro de recuperação de resíduos nucleares? Há primeira vista, para quem esteja desprevenido, decerto, nada… Mas realmente  tem!  Mais que não fosse como sinal dos tempos actuais, sinal de que os do “oh tempo volta p´ra trás”, todos eles estão aí de novo (realmente nunca deixaram de estar…), dos racistas e militaristas mais empedernidos aos nuclearistas e anti-ecologistas mais cegos (pelo poder fascinante do dinheiro, do capital, afinal do PODER, sobre o planeta Terra e sobre a maioria da Humanidade).  Tempos de alguma confusão, não admira pois, que algumas gentes desejosas de pescar  em poluídas águas turvas venham de novo a terreiro…
O facto de a “recuperação” ou “reciclagem” dos resíduos nucleares das várias centrais nucleares pela Europa e pelo mundo fora, nada ter de “pacífico” (mas haverá nuclear “pacífico”?...) e ter como objectivo principal o fabrico de PLUTÓNIO  para as ogivas das bombas atómicas dos vários exércitos que adoptam esse tipo de armamento, pode-nos dar uma pequena ideia da ligação entre os interesses nuclearistas e armamentistas à escala mundial. Os resíduos nucleares uma vez transformados em plutónio constituem assim uma autêntica mina de ouro para os promotores da indústria nuclear, que naturalmente fornecerão os governos mais agressivos militarmente. Não são úteis é a causa da Paz e da Liberdade dos povos!...
E isto para além de cada central nuclear (em Espanha, no resto da Europa e no mundo) constituir por si só um perigo latente para as populações - lembremos THREE MILES ISLANDS, nos EUA-1979, CHERNOBIL , na Ucrânia-1986, TOKAIMURA, no Japão-1999, entre tantos outros…
Em Portugal, nos anos 80, por pressão das populações, de activistas libertári@s e anti nucleares (nos quais a Terra Viva se incluiu!) e da comunidade científica, a “opção nuclear” do “PEN” (Plano Energético Nacional), através do qual o/s governo/s de então pretendiam a construção de pelo menos 3 centrais nucleares em Portugal) foi rejeitada. Entretanto até meados dos anos 90, o perigo de o governo espanhol pretender construir um depósito de resíduos nucleares em Aldeadávila, às portas do Douro, mobilizou as populações e o movimento anti-nuclear dos dois lados da fronteira e o projecto foi suspenso.   Agora, de novo ALMARAZ …como há cerca de 30 anos , mas pior – pois além do funcionamento da central nuclear existente, já para além do prazo previsto, ainda se adiciona o projecto da central de recuperação de lixo nuclear.
Num momento em que a administração Trump move uma guerra suicida (suicida para a Humanidade, se calhar para ele não…) contra tudo quanto toca à mais básica defesa ambiental, desde as medidas para travar as alterações climáticas planetárias, à contaminante continuação da exploração petrolífera em grande escala, pondo assim em causa a própria preservação da espécie humana (para além de todo o desprezo demonstrado pelos mais elementares “Direitos Humanos”), a permanência e o desenvolvimento da indústria nuclear aqui ao lado, em Almaraz, ou no resto do mundo, embandeira em arco com as tendências belicistas e ecocidas do “führer” Trump do outro lado do Atlântico.
Com efeito já não é possível, ao contrário do que defendem alguns “amigos do ambiente”, separar as ameaças que pairam ao nível local como ao global sobre o planeta e a sua população, da gula das grandes empresas e dos seus gestores, do CAPITAL internacional e dos chefetes ao seu  serviço nos vários Estados, que encaram o planeta como uma vulgar “fonte de recursos económicos” (dele$) e a humanidade como fonte de recursos humanos e de mão de obra barata (também dele$).
Razão tinham os índios norte-americanos quando diziam:  “Quando o último rio secar, quando o último peixe e o último animal se forem, dareis conta que não se pode comer dinheiro”…
E é por isso que hoje, como há trinta ou quarenta anos atrás, A RESISTENCIA DOS POVOS, aqui e no mundo inteiro está na ordem do dia, das novas às mais antigas gerações de activistas.
O planeta Terra e a humanidade, na sua maravilhosa diversidade, são belas demais para que alguns chalados se permitam destruí-las.
Os Trumps e outros “trampas” , os Almarazes e o CAPITALISMO -a “coisa” mais anti-ecológica que há - NÃO PASSARÃO!
A RESISTÊNCIA dos Povos do mundo está na ordem do dia! ACTIVÊMO-NOS!
De novo: “MAIS VALE HOJE ACTIV@S QUE AMANHÃ RADIOCTIV@S!”.

Grupo  de Trabalho INTERVENÇÂO SOCIAL da
TERRAVIVA!/Terra Vivente – Associação de Ecologia Social

Porto, 3 de Fevereiro 2017

A MISÉRiA AINDA MATA NA ZONA HISTÓRICA DO PORTO

O caso do “Toni”: Janeiro de 2017 Antero Pina, conhecido como “Toni”, cabo-verdiano de 71 anos, ex-mineiro no Pejão e na Panasqueira, sem-abrigo (a não ser precário), andava desaparecido desde o princípio do ano, dos locais habituais onde parava. Albergado temporariamente numa dependência da Terra Viva (associação de ecologia social ) na rua da Vitória, de que tinha a chave e onde tinha uma cama, roupa e um pequeno fogão camping-gás, esperava agora que alguns problemas se resolvessem, nomeadamente o seu possível acesso a uma pensão de reforma (já que tinha trabalhado em Portugal desde 1973)e a possível instalação num quarto de uma pensão na proximidade – já que o seu estado de saúde já não lhe permitia grandes caminhadas. Ultimamente só conseguia andar com a ajuda de uma “canadiana”.
Quando no início de janeiro tentámos falar com ele na Terra Viva, já que tínhamos recebido a informação da técnica da instituição que também o apoiava (SAOM) de que finalmente tinham conseguido arranjar-lhe um quarto numa pensão, percebemos que já há alguns dias não dormia no sítio habitual e resolvemos lançar um apelo num folheto que distribuímos para que nos pudessem informar do seu paradeiro. Também contactámos na altura as urgências dos hospitais do Porto mas não havia registada qualquer entrada em seu nome. Tínhamos conseguido obter-lhe o passaporte no Consulado de Cabo-Verde no Porto, tínhamos guardado o original para que não o perdesse e tínhamos-lhe passado uma fotocópia do mesmo, além de termos contactado com Cabo-Verde para que lhe enviassem um atestado de registo criminal ( o que conseguimos) sem o qual ele não poderia ter acesso aqui a medidas de apoio social a que teria direito.
Depois de várias tentativas para o encontrar, finalmente veio a má notícia: o Antero fora entretanto encontrado caído na rua, desacordado, ferido na cabeça, e levado para a urgência do Hospital de Santo António, faleceria alguns dias depois… Como não tinha consigo na altura qualquer identificação, não nos deram qualquer informação quando lá a tentámos obter…
Inicialmente abrigado num edifício vazio na Rua dos Caldeireiros de onde acabaria por ser despejado pelo proprietário, o Antero durante dois anos andou a deambular por aí, chegando a ter sido albergado numa pensão na Rua 31 de Janeiro – de onde foi mandado embora por ter tentado cozinhar no quarto – e não chegou a ir para a pensão do Carregal (que tinha sido contactada por nós e pelo SAOM ) porque lá “não admitiam a entrada a pretos”(…!) facto que denunciámos publicamente na altura. Neste caso a MISÉRIA teve também os nomes de RACISMO a somar ao da usual BUROCRACIA institucional…

18 de Março 2016 : O caso do Manuel Coelho, antigo mineiro nas lousas em Valongo, um dos cerca de 40 “sem-abrigo” que em 2010 tinham ocupado o então abandonado e semi-arruinado “Mercado do Anjo” (onde é agora o centro comercial dos Clérigos) tinha regressado há pouco de Espanha por onde tinha tentado arranjar algum trabalho. Não o tendo conseguido, voltou ao Porto e em meados de Janeiro de 2016 abrigou-se inicialmente com outros amigos numa antiga “ilha” da Rua dos Caldeireiros, de onde acabou por sair para uma casa abandonada perto do jardim da Cordoaria. Uma noite de Março, ao passar  pelo centro comercial dos Clérigos teve uma discussão com um dos seguranças da “Líder” que o atacou violentamente. Em resultado disto foi parar à urgência do Hospital de Santo António onde veio a morrer das pancadas que recebera na cabeça…




Terra Viva ! A.E.S  presente mais uma vez  no :







Algumas fotos da nossa presença no evento :




























Trilha da Memória Libertária do Porto

Respondendo à solicitação dos "nuestros hermanos Galegos " realizamos no passado dia 3 de Dezembro a trilha da Memória Libertária do Porto, que contou com a presença de 40 pessoas de Ponte Vedra, estudantes da língua Portuguesa no Departamento de Português EOI de Ponte Vedra.


 Departamento de Português EOI de Ponte Vedra


Curso de Formação de Animadores de Ar Livre da Associação Terra Viva ! A.E.S

Locais : Sede da Associação , Jardim da Cordoaria , Quinta do Covelo e Valongo